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EM 1950, A FAMÍLIA DE CAMARÃO MUDOU-SE PARA CARUARU.

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Em 1950, sua família mudou-se para a cidade de Caruaru em busca de novas oportunidades. Nesse contexto, Reginaldo trabalhou em diversos ofícios, como padeiro e sapateiro; contudo, nunca deixou de pensar na sanfona. Ainda adolescente, decidiu tornar-se músico profissional, demonstrando desde cedo uma forte vinculação com a música. A partir dessa decisão, pediu dinheiro emprestado a um amigo comerciante para adquirir uma sanfona. Para conseguir pagar mensalmente as parcelas do empréstimo, obteve um emprego na cidade de Serra Talhada, atuando como sanfoneiro do regional de um cabaré. Dessa forma, foi quitando as parcelas do instrumento e, simultaneamente, enviava recursos financeiros para auxiliar sua mãe.

NASCIDO NO SÃO JOÃO, CRIADO NO SOM DA SANFONA

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Reginaldo Alves Ferreira nasceu no sítio Trapiá no povoado Jucá, próximo à Pedra do Cachorro, no distrito de Brejo da Madre de Deus, chamado Fazenda Velha, no Agreste de Pernambuco, no dia 23 de junho de 1940, em plena véspera de São João. O interesse pelo instrumento surgiu dentro da própria família; pois ele era filho de Antônio Ferreira da Silva, conhecido como: “Antoí Neco”, um agricultor e sanfoneiro. Seu pai deixava a sanfona de oito baixos (acordeão diatônico), uma Hohner/Kock, sempre na cama quando ia para a roça. Então o menino de sete anos começou a treinar escondido, em pouco tempo conseguia tocar a toada "Maria Bonita" que era sucesso nos sambas (nesta época – samba significava um tipo de festa) no final da década de 1940. O pai, quando ouviu o filho tocar, pulou de alegria e o incentivou a continuar tocando, e com muito orgulho sempre o levava para as feiras e festas de padroeiro da região. 

Homenagem ao sanfoneiro Pedro Sertanejo

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  A música "O sanfoneiro do Catumbi" é uma homenagem de Camarão ao seu amigo Pedro Sertanejo. Foi gravada em 1979 na gravadora carioca Itamaraty.